30/08/2006

Annecy - Alpes franceses


O regresso...

Já estou de volta ao trabalho, mas confesso que ainda não consegui dar o ritmo desejável ao meu dia-a-dia. Muitas vezes dou por mim a pensar nos bons momentos que passei em Barcelona (uma segunda visita a uma cidade fantástica e ainda não foi desta que vi tudo o que queria), na grande surpresa que foi Annecy (na margem de um lago enorme e com canais que fazem uma paisagem muito pitoresca) e nas descobertas que fiz em Biarritz (onde o jet set se passeia lado a lado com os surfistas descomprometidos). Agora já só restam as lembranças que se reforçam sempre que vejo mais uma fotografia....

10/08/2006

F-É-R-I-A-S!!

Tenho andado ausente porque o calor não me ajuda a pensar, mas nos próximos 15 dias vou eclipsar-me. Estarei aqui, aqui e aqui... Às vezes a vida sorri e muito ;)

08/08/2006

E que tal sermos mais limpinhos?

Ao ritmo que andamos, a reciclagem e a reutilização já não são o suficiente para conseguirmos alcançar a pomposa expressão «Futuro Sustentável». Temos mesmo de começar a ser mais limpinhos e deixarmo-nos de porcarias. Algumas sugestões de como o fazer estão aqui.
Eu confesso que é difícil ir de 8 a 80, mas bora lá tentar...

30/07/2006

Regressar à Idade Média



Em dois dias consecutivos recuei até ao século XV e diverti-me com estilo numa das festas mais participadas em Santa Maria da Feira. Entre chinfrões, escudos, guerreiros e jogos medievais o mais notável é concluir que para a população local o anormal é não ser figurante na encosta do castelo!

29/07/2006

Excerto delicioso

Maria Celeste vestida de negro olha aleatoriamente para o ar, de perna cruzada e o pé a baloiçar de um lado para o outro, insistentemente. Umas dezenas de pessoas caminham de parede a parede no chão claro. Outras dezenas sentam-se com os olhos a fixar objectos incertos. Os corpos em posição desconcertante. Todos num lugar comum: o Centro de Saúde de Rio Tinto. Todos com o mesmo objectivo: arranjar uma eventual vaga para uma consulta médica. Maria Celeste, de 62 anos diz que a “espera é normal”, mas não disfarça os nervos que sente: “Estou a ferver, tenho de fazer a comida para o meu pai de 88 anos, ao meio-dia. E já são 11h”. A paciente chegou ao Centro de Saúde de Rio Tinto às 8h e não soube dizer quando vai ser atendida. Mais à frente, entre pés nervosos, Silvana Coelho estende a chupeta ao seu bebé. “Perdemos tempo para arranjar uma vaga. Chegámos cedo, às vezes estamos aqui o dia todo para arranjar um lugar, ou alguém que nos atenda, e com crianças ainda pior”, conta Silvana Coelho, com um olho na criança e o outro para cima. Pára uns segundos a pensar, e continua: “Aqui deveria haver mais médicos para despachar o serviço”. Maria Celeste já sabe de cor quem é atrás de quem: “Eu sou atrás daquele sr. com camisa às riscas, ele é atrás daquela sra. de cabelo preto…”.Seja como for, Maria Celeste não reclama só a consulta por vagas, reclama também as consultas normais por marcação: “Uma consulta normal demora três meses”. E explica a sua indisponibilidade financeira para poder usufruir de médicos privados. A mensagem sonora fez eco com o nome de Maria Celeste, e um suspiro dos utentes fez-se sentir. Rui Mesquita, de 28 anos, acomoda o corpo à cadeira e é sintético: “Isto é um transtorno de vida”. “Temos trabalhos, satisfações a dar, não sabemos quando vamos sair daqui e parece que nunca mais somos atendidos”, desabafa, enquanto olha para a porta, que dá acesso aos consultórios médicos.

Joana Soares, in O Primeiro de Janeiro

Projeccionista!!

Se há noites em que o destino deve ser ficar em casa, hoje foi uma delas... Quando começava a ficar em pulgas para ver Fanfare Ciocarlia no Palácio de Cristal, dizem-me que estão retidos no aeroporto de Barcelona e ne pas de concerto. Ohhh
Plano B: ver Mar Adentro no Parque da Cidade e estrear-me este ano n'O Cinema Fora do Sítio. A tela apareceu, a organização levou mantas para aquecer o público, mas o projeccionista não testou bem a coisa e ne pas de filme.
Plano C: vim directinha para casa empanturrar-me de pipocas no sofá!